Iguatemi IGTI11 cresce e mira ganhos com queda dos juros
Iguatemi IGTI11 encerrou seu Investor Day mostrando porque segue entre as favoritas dos analistas: mesmo em um varejo morno, a operadora de shoppings premium entregou vendas, margens e ocupação acima do previsto, reforçando o potencial de valorização caso o Banco Central reduza a Selic nos próximos trimestres.
Números do 3T25 surpreendem o mercado
Entre julho e setembro, as vendas nos 16 shoppings somaram R$ 6 bilhões, salto de 22,5% sobre o ano anterior. O NOI, métrica que indica a geração de caixa operacional dos imóveis, avançou 17,7%, para R$ 298 milhões. Já a margem EBITDA ajustada ultrapassou 79%, evidenciando controle de custos em meio à inflação de serviços. A taxa de ocupação permaneceu em 96,1% e a inadimplência seguiu em níveis historicamente baixos.
Segundo a companhia, a expansão de margens combina duas frentes: crescimento de receita com novas operações — fruto do aumento de participação em RioSul (RJ), Pátio Paulista e Higienópolis — e ganho de eficiência administrativa, reduzindo despesas do dia a dia.
Estratégia mantém disciplina e portfólio premium
Desde 2007, a Iguatemi realizou 32 aquisições, todas focadas em ativos de alta renda. Embora detenha apenas 3,8% da Área Bruta Locável (ABL) do setor, responde por 11,7% das vendas nacionais, líder em faturamento por metro quadrado. Grifes globais como Zara e Hugo Boss concentram mais de um terço de suas lojas nos empreendimentos da rede.
Para sustentar o crescimento, o pipeline inclui expansões em São Paulo, Brasília e Campinas, todas com Taxa Interna de Retorno (TIR) real acima de 10%. Parte do investimento (capex) foi adiado para 2026, somando cerca de R$ 550 milhões, mas a alavancagem segue sob controle: a dívida líquida equivale a 1,64 vezes o EBITDA, patamar considerado conservador para o setor.
Imagem: Imagem ilustrativa
Mesmo com custo de dívida ainda elevado, a empresa projeta dividendos em torno de R$ 200 milhões em 2025 e 2026. A ação negocia a 9,6 vezes o FFO estimado para 2026, implicando FFO yield de 10,4% — prêmio que pode se tornar mais atraente se a Selic recuar, como prevêem economistas entrevistados pelo Valor Investe.
Com margens sólidas, projetos rentáveis e potencial de destravar valor quando os juros caírem, a Iguatemi reforça sua tese como ativo defensivo dentro do setor de shoppings. Para acompanhar mais análises sobre empresas listadas e dicas de finanças pessoais, visite a página principal da Nova Smiles e continue explorando nossos conteúdos.
Crédito da imagem: Empiricus
Fonte: Empiricus