ITA Airways tira 22 aviões de serviço após recall
ITA Airways retirou temporariamente 22 aeronaves de sua frota depois que a Pratt & Whitney determinou o recall dos motores PW1000G, também chamados de GTF. A decisão atende à recomendação de inspeção preventiva dos turbofans, afetando principalmente os jatos da família Airbus A320neo operados pela companhia italiana.
O que motivou a parada dos motores PW1000G
Os PW1000G, projetados para oferecer menor consumo de combustível e emissões, apresentaram indícios de desgaste antecipado em componentes críticos. Para evitar falhas em voo, a Pratt & Whitney emitiu um recall mundial, solicitando que as empresas fizessem inspeções detalhadas e, se necessário, substituíssem peças. Como consequência, a ITA Airways decidiu manter 22 jatos no solo até que os motores passem por avaliação completa.
Impacto na malha aérea e possíveis soluções
Com parte da frota paralisada, a companhia precisará readequar horários, reduzir frequências ou recorrer ao aluguel de aeronaves (“wet lease”) de outras empresas para cumprir a programação. Medidas similares já foram adotadas por concorrentes internacionais que utilizam o mesmo motor, reforçando o efeito em cadeia do recall no setor de aviação.
Embora nem a fabricante nem a ITA tenham divulgado prazos definitivos, a expectativa é de que a inspeção de cada motor leve algumas semanas. Especialistas ouvidos pelo Valor Econômico recordam que atrasos na cadeia de suprimentos podem prolongar a entrega de peças, pressionando custos operacionais.
Enquanto isso, passageiros podem enfrentar remarcações e mudanças de itinerário. Para minimizar transtornos, a recomendação é acompanhar avisos oficiais da companhia e, em caso de alteração, negociar reembolso ou reacomodação conforme previsto na legislação europeia.
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Crédito da imagem: Airway
Fonte: Airway