Liquidação do Banco Master não ameaça sistema, diz BC
Liquidação do Banco Master não representa perigo para a estabilidade financeira do país, segundo nota divulgada pelo Banco Central (BC) após reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef).
Porte pequeno limita impacto no mercado
O BC reforçou que o grupo Master responde por apenas 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do sistema bancário nacional, porcentuais considerados insuficientes para gerar efeito dominó em outras instituições.
A liquidação extrajudicial foi decretada na terça-feira (18) depois que a Polícia Federal prendeu o proprietário do banco, Daniel Vorcaro, investigado por crimes contra o sistema financeiro. A autarquia apontou “graves violações” regulatórias e falta de liquidez—capacidade de honrar saques e pagamentos—como justificativa para a intervenção.
Recomendação de cautela e decisão sobre ACCP
Embora enxergue baixo risco sistêmico, o BC recomendou que bancos mantenham gestão prudente de capital e liquidez diante das “incertezas econômicas”. O órgão observou que o crédito segue desacelerando, mas ainda cresce em ritmo historicamente elevado mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano.
Durante a reunião, o Comef optou por manter o Adicional Contracíclico de Capital Principal (ACCP) em 0%. Esse colchão de segurança funciona como uma reserva extra exigida dos bancos em períodos de expansão do crédito para absorver perdas em eventual crise. Em maio, o BC havia sugerido que poderia elevar o indicador, mas decidiu aguardar novos dados.
Segundo o BC, o cenário de juros altos, inadimplência crescente e endividamento de famílias e empresas exige “cautela e diligência” na concessão de novos empréstimos.
Para saber mais detalhes técnicos sobre a decisão, consulte a cobertura completa do Valor Econômico.
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Crédito da imagem: Investnews
Fonte: Investnews